sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Leve,crua e só.

Ela deveria se sentar ás quatro horas de uma sexta feira,à beira de um barranco,cheia de esperança e um discurso melancólico a fazer.Só que depois de tanto vento,nem mesmo as velas conseguem te levar à algum lugar.Elas se rasgam,e eu me vi à deriva após tanta chuva.Não me negue se eu te esquecer debaixo da cama,é o desespero.Mas não há gritos,nem choro,não há vozes,nem atos,só desespero.E um desespero "bom".Tal que me derruba na grama e não me deixa correr para longe de tudo e todos.E olha só,ele não apareceu para ouvir.Pobre covarde,ou devo dizer,pobre amante.
"Ah,me deixa te segurar mais uma vez".

Sou Leve demais.E você sempre foi tão pesado,de gestos,palavras,sentidos,e cores.Suas cores Sr.Inverno,todas cinzas,todas vermelhas,cheias de folhas,pobres de vida,unidas em um poema esquecido,cheio de pó e saudade.Ela deveria ter ido embora,naquele dia.Mas não se conteve de amargura,não se deixou se arrogante,não lhe permitiu ter orgulho.Tola,criança ingênua.
"Me deixa te envolver nos meus braços".

Ela deveria ter feito tantos pedidos,e só pediu perdão.Podia ter feito tantas escolhas,e escolheu ser prisioneira.Podia ter tido tantos sonhos,e olha só como era doce o pesadelo de o ter consigo.Jogou tudo fora,amassou todas as cartas (tais que nunca vieram),se enrolou em tantas camadas,cobertas por ignorancia,recheadas de arrogância.Era uma bailarina fugindo da música,tropeçando sobre si.Esquecendo seus princípios,por alguém que não gostava de dançar.É assim esse inverno,uma crônica devastada,um amigo desolado,uma laço desatado.Sou crua demais.
"Eu vou fechar os olhos,e contar até 3..."
 

                       Elisama Oliveira
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