domingo, 20 de novembro de 2011

Um Príncipe Indomável


Ele tinha nome de príncipe,pose de rei,o coração de um urso.Ele podia tocar as estrelas com suas mãos,
podia ter o sol de frente à face,tudo assim,quando a tinha nos braços.Um dia,ela se foi.E ele enterrou sua coroa no peito.Algo me diz que ele sempre foi seguro.
Mas tinha medo,e eu via tal fato em teus olhos até quando ele sorria.Eu podia sentir sua respiração fraca enquanto ele respondia-me
que estava tudo bem.Era o prícipe de si mesmo,dono de seus próprios medos,senhor de suas canções que ninguém ouvia.
Era mesmo pequeno,e não no corpo,não na fé,não no bolso nem no amor.Era pequeno no desatino de se imaginar sozinho.

Ah Pequeno Príncipe,eu te abraçaria se tu me pedisse.Mas tu sempre se escondeu por traz de tua capa vermelha.E teus olhos negros
sempre te entregavam.Nunca me enganaram,e nem consiguiriam.Porque eu conhecia aquele cheiro de tristeza de longe.Eu a via escorregando
por suas mãos enquanto você afagava meu cabelo.Triste mesmo era saber que essa tristeza era o seu ponto forte,era o que te fazia tão
indestrutível,tão sexy.Oh perdoe-me o atrevimento,você sabe que eu nunca soube ser sutíl.Eu sentiria sua falta daqui a cinco minutos,
se não soubesse que você estaria tão perto.
Você nunca soube me dizer o que te deixava tão preocupado.Devo dizer preocupado,ou "transtornado"? Sempre fugindo.
Nunca me disse do que tinha medo,e eu sempre agia como se não soubesse.

"Me dê a mão."

Deixa-me te mostrar o mundo.Que depois da chuva ainda há céu.Vem comigo cantar aquele sucesso dos anos 80 que ninguém conhece.
Amigo,você vivia me surpreendendo.Vivia me dizendo onde haviam principios e virtudes,vivia me pedindo para tomar cuidado.
Meu Pequeno Principe de olhos negros.Você se tornou um rei das suas ruas vazias.Quem te domar será certamente feliz.E quem te deixar sozinho,
perdoe-me amigo,não sabe o que é ter no colo um amor inestimável.

(Elisama Oliveira)
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